As pessoas (realmente) leem o conteúdo feito por sua marca?

O texto prende a atenção, por isso é peça chave no marketing de conteúdo. Porém, cuidado: use as métricas certas para medir as leituras

/ MÉTRICAS -
A profundidade rolagem é um modo eficaz para checar se as pessoas leem os textos da sua marca A profundidade rolagem é um modo eficaz para checar se as pessoas leem os textos da sua marca - Crédito Foto: Kaboompics

O poder do texto no marketing de conteúdo é indiscutível. Especialistas apontam a influência do texto como superior ao vídeo nas tomadas de decisões importantes. Caso, por exemplo, da compra de uma casa ou contratação de um seguro. O texto permite escaneamento, reler trechos, absorver a informação no próprio ritmo. Tudo isso confere a sensação de controle, e explica a conclusão dos especialistas. Comparado ao vídeo, o texto exige maior concentração, é verdade. Mesmo assim, motivados por um propósito, as pessoas mostram-se dispostas a empregar toda a capacidade cognitiva para absorver o que lhes interessa.

Mas para funcionar o texto, obviamente, precisa ser… lido. Verdadeiro desafio considerando o disperso ambiente online. Para complicar, as métricas frequentemente utilizadas para medir leituras levam a conclusões erradas. E ainda pior: confundem ao não deixarem claro por que os números alcançados não se convertem nos objetivos definidos pela estratégia de conteúdo.

Então, vejamos três métricas comumente utilizadas para medir leituras. Boas para inflar o ego, mas imprecisas para detectar leituras reais:

Compartilhamentos

Um compartilhamento pressupõe texto lido, interessante e por isso recomendado. Entretanto, esta lógica não se confirma na realidade. A Chartbeat, empresa dedicada à análise da atenção do público a conteúdos, conduziu uma pesquisa com 10.000 artigos compartilhados, e não encontrou relação entre a quantidade de compartilhamentos e o aumento da atenção à leitura dos textos. Surpreendentemente, descobriu o oposto: Na amostragem, o artigo com maior atenção teve menos de 100 curtidas e 50 “tuítes”, enquanto o com maior número de “tuítes” recebeu 20% da atenção.

Pageviews

A mesma pesquisa da Chartbeat descobriu que 55% dos visitantes que clicaram nos links compartilhados passaram menos de 15 segundos na página do texto. Portanto, se o objetivo são leituras reais em vez de pageviews, esqueça artimanhas envolvendo títulos apelativos. Além disso, os textos com maior atenção tinham abordagem jornalística. Aqui cabe detalhar: abordagem jornalística difere de caráter puramente noticioso. Trata-se do enfoque fora do lugar-comum, com informações transformadas em textos claros e precisos, sinônimo de bom conteúdo textual.

Tempo

Atenção à leitura do texto difere do tempo do navegador aberto na página. Mais e mais o foco online divide-se entre abas e outras distrações. Na prática, a página pode estar aberta, sem o visitante sequer ler o conteúdo. Combinado a isso, o próprio cálculo do tempo é feito com base na média de todas as sessões. E o próprio tempo de sessão esconde imprecisão: Uma sessão é o tempo entre o primeiro hit (requisição ao servidor) na primeira página e o primeiro hit na última página. Caso o visitante permaneça o tempo inteiro na mesma página, leia, releia o conteúdo, e saia sem acessar outra página, esta interação será considerada uma rejeição pelo Google Analytics. E o tempo zero segundos.

Então, quais métricas indicam leitura do texto?

Se as métricas acima são imprecisas, quais analisar para descobrir leituras? Na Whipress, consideramos duas: Scroll Depth e Comentários.

Scroll Depth

Scroll Depth pode ser traduzido como “Profundidade de Rolagem”. Isto é, o quanto a barra de rolagem foi deslocada pelo leitor. Pode ser mensurado em termos percentuais, pixels e até por tags. Combinado ao tempo, permite estimar quanto o leitor consumiu do texto. Existem alguns plugins, como o ScrollDepth (que utilizamos), para mensurar a “Profundidade de Rolagem” e medi-la no Google Analytics.

Comentários

A pesquisa Survey of Commenters and Comment Readers demonstra: uma parcela reduzida dos leitores (14%) comenta nos sites e blogs. Todavia, mesmo sem comentar, a pesquisa aponta que dentro do grupo analisado um percentual de 35% lê os comentários.

As motivações para comentar variam conforme o tema. Uma pesquisa realizada pela plataforma Disqus resume as cinco principais:

  • Discutir e Perguntar;
  • Corrigir ou adicionar informações;
  • Feedback;
  • Opinar;
  • Agradecer;

A pesquisa da Disqus descobriu ainda que 61% dos leitores gostariam de mais interação com os produtores de conteúdo. Comentários indicam textos de impacto. E o conteúdo agregado (comentários) aumenta o engajamento dos leitores. Desta forma, podemos conhecer mais os interesses dos leitores, e com base nisso produzir novos conteúdos.

CONTEÚDO RELACIONADO

PRECISA DE ALGO? DIZ PARA GENTE!

RECEBA NOSSOS RELEASES
Não compartilhamos seu e-mail!
VAI UM #CAFÉ?
Icone Email
info@whipress.com
Icone Skype
Whipress
Icone Telefone
(13) 98163-2565
SIGA-NOS!
Icone Facebook Icone Twitter Icone Twitter
Whipress Comunicação 2016. #GonzagaBeach - Santos - SP - Brasil